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Mudanças climáticas já ampliam doenças infecciosas no Brasil, apontam estudos

Calor e eventos extremos espalham dengue, Oropouche e até fungos resistentes para novas regiões do país, alertam especialistas.

Tropical FM 25 de outubro de 2026 · 12h12
Mudanças climáticas já ampliam doenças infecciosas no Brasil, apontam estudos

As mudanças climáticas já contribuem para o avanço de doenças infecciosas no Brasil, segundo estudos e especialistas ouvidos pela Agência Brasil. O calor e os eventos extremos, como secas e enchentes, criam condições para que vírus, mosquitos e fungos se espalhem por regiões onde antes não eram comuns.

Dengue sem barreira

Até 2007, o clima funcionava como uma barreira natural à dengue, já que o mosquito Aedes aegypti prospera no calor e na umidade. Um estudo da Fiocruz mostra que, entre 2006 e 2024, as microrregiões com nível epidêmico da doença saltaram de 110 para 292 — cerca de 54% do país. Em 2024, ano recorde, o Rio Grande do Sul teve quase 210 mil casos confirmados. Para os pesquisadores, a expansão da transmissão é praticamente irreversível.

Novas ameaças

A febre do Oropouche, que circulava quase só na Amazônia até 2023, provocou mais de 12 mil infecções em 23 estados e no Distrito Federal no ano passado. Após enchentes, como as do Rio Grande do Sul, aumentam os casos de leptospirose e de doenças transmitidas por água e alimentos contaminados.

Especialistas também alertam para fungos: com o aquecimento, espécies como a Candida auris vêm se adaptando a temperaturas mais altas e provocam surtos em hospitais, sobretudo entre pacientes imunossuprimidos.

A recomendação dos pesquisadores é redobrar a atenção a surtos após eventos climáticos extremos e reforçar o cuidado com pessoas mais vulneráveis.

Com informações da Agência Brasil/EBC. Foto: Agência Brasil/EBC.

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