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Setembro Verde: idosos também podem ser doadores vivos de órgãos

Idade avançada não exclui automaticamente a doação; Brasil tem 49,4 mil pessoas na fila de transplantes.

Tropical FM 27 de setembro de 2026 · 12h12
Setembro Verde: idosos também podem ser doadores vivos de órgãos

A campanha Setembro Verde, de incentivo à doação de órgãos, chama atenção para um ponto pouco lembrado: idosos também podem ser doadores em vida. Segundo especialistas, a idade avançada não representa exclusão automática para a doação.

Doadores com 60 anos ou mais passam por uma avaliação mais rigorosa, que inclui exames de sangue e urina, análise da função renal, exames de imagem e avaliação cardiovascular. A decisão busca um equilíbrio: garantir que a doação seja segura para quem doa e que o órgão ofereça boa perspectiva para quem recebe.

Fila de transplantes

Em 2025, o Brasil registrou 4.335 doadores efetivos, uma taxa recorde de 20,3 por milhão de habitantes. Ainda assim, 49,4 mil pessoas aguardam por um transplante no país. Em vida, é possível doar um rim, parte do fígado, medula ou pulmão, sempre com compatibilidade sanguínea.

Pela legislação, a doação entre parentes até o quarto grau e entre cônjuges dispensa autorização judicial; os demais casos exigem aval da Justiça. Já quem deseja ser doador após a morte deve conversar com a família, responsável por autorizar o procedimento.

Com informações da Agência Brasil/EBC. Foto: Agência Brasil/EBC.

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