São Paulo chega a 38 anos sem casos de poliomielite, mas vacinação preocupa
Estado não registra a doença desde 1988; cobertura vacinal segue abaixo da meta de 95%.

O estado de São Paulo completa, em 2026, 38 anos sem nenhum caso de poliomielite. O último registro ocorreu em 1988, no município de Teodoro Sampaio, na região de Presidente Prudente. Apesar do marco, a baixa cobertura vacinal acende um alerta das autoridades de saúde.
A paralisia infantil, como a doença também é conhecida, pode causar sequelas motoras permanentes. No Brasil, o último caso foi confirmado em 1989, e as Américas receberam o certificado de área livre do poliovírus selvagem em 1994. Ainda assim, o vírus continua circulando no Afeganistão e no Paquistão.
Cobertura abaixo da meta
A meta de vacinação definida pelo Programa Nacional de Imunizações é de 95%. Dados preliminares até agosto de 2026 mostram que São Paulo está abaixo disso: 88,74% entre crianças menores de 1 ano e 84,51% no primeiro reforço, aos 15 meses. A Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância de manter a vacinação em dia e a vigilância ativa.
Como vacinar
A proteção é feita com cinco doses da vacina inativada (VIP), aplicada aos 2, 4 e 6 meses, com reforços aos 15 meses e aos 4 anos. Desde 2024, o país usa apenas a versão injetável — a antiga "gotinha" foi descontinuada. As doses são gratuitas nas Unidades Básicas de Saúde.
Com informações da Agência SP (Governo do Estado de São Paulo). Foto: Agência SP.